As Costumes de Vida Tradicionais Atrás do Zodíaco Chinês
Como parte integrante da cultura tradicional chinesa, o Zodíaco Chinês possui características distintas e está profundamente integrado à vida cotidiana das pessoas ao longo de gerações, gerando inúmeros costumes relacionados a ele. Vamos conferir!
O Zodíaco Chinês é um produto da sabedoria e cultura do povo trabalhador da China antiga. Baseia-se no sistema cronológico dos Troncos Celestes e Ramos Terrestres, simbolizado por doze animais. Até hoje, o Zodíaco Chinês acompanha o povo chinês há quase 3.000 anos, período em que se formaram muitos costumes ligados a ele.
Rato: “O Rato é o deus do primeiro Ramos Terrestre.” Na história chinesa, existiu o festival conhecido como “O Casamento dos Ratos”. Na antiga Xangai, havia o costume de “evitar ratos caindo no chão”; na Qinghai, cochavam “ratos cegos”; no primeiro dia do primeiro mês lunar, os coreanos-chineses praticam o “fogo contra ratos”.
Boi: Na China antiga, o boi era um parceiro agrícola muito importante, por isso surgiu há muito tempo o costume de “Açoitar o Boi da Primavera”. Em Shandong, as pessoas “disputam o Boi da Primavera”; em Zhejiang, “recebem o Boi da Primavera”. Algumas etnias minoritárias homenageiam o boi de trabalho, como o “culto ao Rei Boi”.
Tigre: Na China antiga, considerava-se Yin como Tigre, por isso havia tabus relacionados a Yin. Em Hunan, os tujia acreditam que doenças infantis são causadas pelo Tigre Branco, daí o costume de exorcizá-lo. Em Shaanxi, há o costume de presentear crianças com tigres de pano como bênção.
Coelho: Para evitar que bebês nascessem com lábio leporino, os antigos chineses han abstinham-se de carne de coelho durante a gravidez. Havia também o costume de presentear quadros de coelho e pendurar cabeças de coelho para afastar males.
Dragão: Existem muitos costumes chineses antigos ligados ao dragão. Danças de dragão são realizadas no Festival da Primavera, Festival das Lanternas e Festival do Meio Outono; no segundo dia do segundo mês lunar, celebra-se o “Longtaitou (O Dragão ergue a cabeça)”; no Festival do Barco Dragão, realizam-se corridas de barcos-dragão.
Serpente: Entre os han, ver uma serpente trocar de pele é considerado de muito mau agouro. Em algumas regiões da Qinghai, se encontrar uma serpente em casa, não se deve matá-la, pois acredita-se que ela se vingaria.
Cavalo: Na China antiga, havia cultos ao cavalo: na primavera, o Ancestor do Cavalo; no verão, o Primeiro Pastor; no outono, o Deus do Cavalo; no inverno, o Deus das pragas equinas. Os mongóis celebram a “Festa do Leite de Égua” e a “Festa de Corridas de Cavalos”. No nordeste da China, os manchus e han têm o casamento “pisar no banquinho do cavalo”; os miao de Guizhou “prospõem casamento com espada de cavalo nas costas”.
Cabra: Antigamente, os han tinham o costume de “presentear cabras” entre o sexto e sétimo meses lunares. Avós maternos e tios davam cabras aos netos. Os cazaques, mongóis e tadjiques praticam o jogo equestre “pegar a cabra”. Os xibe têm o casamento de “disputar ossos de cabra”.
Macaco: Antigamente, para evitar doenças em cavalos, criavam macacos nos estábulos. Os gaoshan de Taiwan, China, praticam o “Sacrifício do Macaco”; em Dushan, Guizhou, celebra-se a “Festa do Macaco”.
Galo: O povo colava imagens de galos vermelhos nas paredes para se proteger do fogo e pintava galos brancos em caixões. Os hani de Yunnan praticam adivinhação com galo; no norte de Jiangsu, há o casamento do “Galo Bo”.
Cão: Na região de Chaoshan, há o costume de dar às crianças apelidos com “cão”, pois acreditam que nomes humildes deixam as crianças mais fortes. Em muitas regiões, dá-se ao cão o primeiro prato de arroz após a colheita nova.
Porco: Em partes de Tianjin e Hebei, colam decorações de “Porco Gordo Arqueando a Porta”. Em Shanxi, há o costume de presentear pés de porco em casamentos. Os blang de Yunnan matam porcos para banquetear no dia do casamento; os miao têm o costume de “matar porco em sacrifício à porta”.