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Por que esses 12 animais foram escolhidos para o Zodíaco Chinês?

Origem da escolha dos animais do zodíaco

Existem inúmeros animais no mundo. Por que os antigos chineses escolheram esses doze animais como zodíaco? Foi uma escolha deliberada ou aleatória? Podemos encontrar respostas de referência nas antigas lendas e nas pesquisas de estudiosos.

Lenda popular: O Imperador Amarelo escolhe o zodíaco por meio de uma corrida

Moeda chinesa do zodíaco dos doze animais

Nas tradições populares chinesas, algumas histórias explicam a origem do zodíaco dos doze animais. Por exemplo, uma lenda conta que o Imperador Amarelo Xuanyuan organizou uma corrida para selecionar os doze animais do zodíaco, com base em princípios de equidade e imparcialidade. Entre todos os participantes, o boi corria mais rápido, mas pouco antes da linha de chegada, o rato que estava montado em seu lombo saltou à frente e chegou primeiro. Por fim, o boi ficou em segundo lugar, seguido pelo tigre, coelho, dragão, cobra e outros animais.

Lendas do zodíaco entre minorias étnicas

Explicar “por que esses animais foram escolhidos” por meio dessa lenda popular claramente carece de base científica e não é convincente. No entanto, essa lenda mostra que os antigos chineses gostavam de explicar a origem e a ordem do zodíaco de forma popular. Isso também aparece entre as minorias étnicas da China: os quirguizes e os yi possuem suas próprias lendas sobre o zodíaco. Por exemplo, os quirguizes acreditam que seus ancestrais criaram o zodíaco, na seguinte ordem: rato, boi, tigre, coelho, peixe, cobra, cavalo, cabra, raposa, galo, cachorro, porco. Além disso, segundo a lenda quirguize, o rato ganhou a primeira colocação em uma corrida de natação por mérito próprio.

Pesquisas de estudiosos têm maior valor de referência

Por mais interessantes que sejam as diversas lendas do zodíaco, elas não conseguem responder à questão que queremos solucionar. Comparadas às lendas, as análises e pesquisas de antigos estudiosos sobre o zodíaco chinês são mais úteis para explicar por que esses doze animais foram escolhidos.

Hong Xun: O número de dedos corresponde ao yin e yang

Cabeça de bronze do coelho do Palácio de Verão

Hong Xun, da Dinastia Song, escreveu em *Yanggu Manlu*: “Zi, Yin, Chen, Wu, Shen e Xu pertencem ao yang, por isso são escolhidos animais com número ímpar de dedos: o rato, tigre, dragão, macaco e cachorro têm cinco dedos, e o cavalo tem uma única pata. Chou, Mao, Si, Wei, You e Hai pertencem ao yin, por isso são escolhidos animais com número par de dedos: o boi, cabra, galo e porco têm quatro garras; o coelho tem duas; a cobra tem a língua bifurcada”. Esse texto defende que a distinção entre yin e yang se baseia no número de dedos dos animais, e que esses doze animais se encaixam perfeitamente nessa correspondência.

Crítica de Lang Ying à teoria de Hong Xun

Diante dessa visão, o estudioso da Dinastia Ming Lang Ying questionou: “Não existem outros animais com o mesmo número de dedos que esses doze?” Se outros animais também têm essa quantidade de dedos, por que não foram escolhidos? Percebe-se que a teoria de Hong Xun explica apenas por que esses animais correspondem aos Ramos Terrestres, mas não justifica por que foram selecionados para o zodíaco.

Lang Ying: Os hábitos determinam a ordem do zodíaco

Lang Ying absorveu a ideia de Hong Xun e, com base nisso, apresentou sua própria teoria: ele considerava que esses animais foram escolhidos e ordenados de acordo com seus hábitos naturais.

Correspondência entre hábitos animais e Ramos Terrestres

Lang Ying explicava: Zi é o extremo do yin, a meia-noite, um momento escuro propício para o rato sair em busca de alimento, por isso corresponde ao rato. Yin é o momento em que o yang cresce e se torna vigoroso, o tigre é feroz, por isso combina com Yin. Wu é o extremo do yang, o meio-dia, quando o cavalo galopa livremente, por isso corresponde a Wu.

A teoria dos hábitos é mais razoável

Comparada à teoria de “os dedos definem o yin e yang”, a explicação de Lang Ying baseada nos hábitos animais é mais lógica. A antiga cultura do totemismo animal mostra que os antigos chineses conheciam bem os hábitos dos animais. Com base nisso, eles ligaram esses hábitos aos doze Ramos Terrestres, criando a cultura do zodíaco.

A cultura do zodíaco é resultado da evolução histórica

Vale ressaltar que a cultura do zodíaco chinês não foi criada por uma única pessoa, em um momento específico, nem mesmo por uma única geração. Ao longo da longa história, os antigos chineses podem ter escolhido muitos animais como símbolos zodiacais, mas apenas esses doze foram aceitos e transmitidos. Por isso, ao estudar o zodíaco, devemos nos basear em descobertas arqueológicas e documentos históricos atuais, sem emitir julgamentos precipitados. Com o avanço da arqueologia, registros ainda mais antigos podem ser descobertos.